Premium Sim, os furacões já têm a marca das alterações climáticas

Um estudo publicado hoje na revista Nature mostra pela primeira vez, sem margem para dúvidas, que o aquecimento global está a produzir furacões com 5% a 10% mais de precipitação associada.

Katrina, Harvey, Irma, Maria. Os nomes foram-se sucedendo, sinónimos de furacões assombrosos e destruidores. E à medida que eles foram chegando - o Katrina em 2005, o Harvey, o Irma e o Maria, em 2017 -, o debate cresceu e a pergunta impôs-se: seriam já sinal das alterações climáticas? Sem resposta definitiva, no entanto - até agora. Um estudo publicado hoje na revista Nature mostra pela primeira vez, sem margem para dúvidas, que a resposta é sim. Aqueles furacões já têm a marca das alterações climáticas num dos seus parâmetros: a quantidade de precipitação associada.

Liderado por Christina Patricola, do Laboratório Lawrence, em Berkeley, nos Estados Unidos, o estudo recorreu a simulações computacionais em supercomputadores, para modelar 15 furacões ocorridos na última década no Atlântico. E o que os cientistas verificaram nos seus modelos foi que, se aqueles mesmos furacões tivessem ocorrido na era pré-industrial, quando a atmosfera não estava ainda saturada com o dióxido de carbono da civilização dos combustíveis fósseis, produziriam nessa altura até menos 10% de precipitação.

Ler mais

Exclusivos