Premium Governo quer fazer upgrade tecnológico a desempregados com diploma

Programa lançado hoje passa por protocolo entre IEFP, vários politécnicos e empresas tecnológicas nacionais e estrangeiras. Alvos são os desempregados com formação superior e o ministro espera ver pelo menos 1500 abrangidos.

O anunciado fim da crise não impede que dezenas de milhares de portugueses com qualificações superiores continuem fora do mercado de trabalho. E é a estes que se destina a parceria "Competências digitais+", assinada hoje entre o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, numa cerimónia em Leiria onde marcaram presença o primeiro-ministro, António Costa, e o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor. O objetivo do programa, que envolve também várias empresas tecnológicas nacionais e estrangeiras, é permitir que estes desempregados - para já o objetivo é abranger até 1500 - se reinventem numa espécie de versão 2.0 de si mesmos, mais familiarizada com as tecnologias da informação, e assim regressem ao ativo.

"Apesar de se terem criado 350 mil empregos nesta legislatura, há ainda 50 mil desempregados com formação superior", confirmou ao DN Manuel Heitor. "Simultaneamente, continuamos a ter uma procura, sobretudo de competências digitais, muito grande, sem que as empresas encontrem trabalhadores suficientes com as competências adequadas. A meta, resumiu, será ligar trabalhadores, instituições de formação e empregadores, num processo benéfico para todos.

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