Premium Stieg Larsson suspeitava de "muitos nomes portugueses" ligados à morte de Olof Palme

O escritor e jornalista sueco Jan Stocklassa teve acesso aos arquivos de Stieg Larsson sobre a morte do primeiro-ministro Olof Palme. O que encontrou dentro de 20 caixas deu para um livro de investigação e as suspeitas serão um romance.

O título é direto: Stieg Larsson - Os Arquivos Secretos e a Sua Alucinante Caça ao Assassino de Olof Palme. E o estilo de Jan Stocklassa só não é o da trilogia Millennium de Stieg Larsson porque abundam provas e não precisa de ficção alguma para elaborar 468 páginas em que põe a claro o esforço do escritor mais popular da Suécia para acusar o assassino do antigo primeiro-ministro Olof Palme. De qualquer modo, o romance com todas as suspeitas ainda não provadas da investigação de Stieg Larsson e de Jan Stocklassa poderá estar a caminho.

O autor esteve em Lisboa a promover uma das quase 30 traduções do seu livro, uma investigação que começou após ler um apontamento de Stieg Larsson: "Questionei-me sobre quem escrevera aquilo e descobri que fora o Stieg. Aí entendi que ele estava muito interessado no assassínio de Olof Palme e deduzi que deveria existir muito mais documentação." Stocklassa iniciou a busca e convenceu o editor da revista Expo (onde Larsson trabalhava) a deixá-lo ver o arquivo do escritor: "Quando fomos ao armazém, descobri que não era uma pilha de folhas mas 20 caixas cheias de documentos. Assinámos um acordo em que só eu tinha acesso ao material e poderia escrever um livro."

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.