Exclusivo Millôr no Além

Millôr Fernandes, escritor, cartoonista, teatrólogo, tradutor, atleta (sim!) e o mais perto do que o Brasil já produziu de um pensador original, morreu em 2012,
no Rio, aos 89 anos. Numa carreira de mais de 70 anos, desenhando e escrevendo onde quisesse, Millôr destilou sua inteligência e lógica implacáveis sobre todos os assuntos. Suas preocupações iam de sexo ("O homem feliz não usava camisinha", "Machão não come mel - come abelha") e política ("Não gosto da direita porque ela é de direita e não gosto da esquerda porque ela é de direita", "Roube ainda hoje! Amanhã pode ser ilegal!") até ao que você quisesse imaginar.

Educação, por exemplo: "Um facto é concreto. Quem inventou o alfabeto foi um analfabeto." Religião: "Se Cristo tivesse sido enforcado, a forca teria a mesma força simbólica da cruz?" Anatomia: "Anatomia é essa coisa que os homens também têm, mas que nas mulheres fica muito melhor." Linguagem: "Os chineses inventaram, e todos os bobos repetem, que uma imagem vale por mil palavras. Diga isso agora sem palavras."

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