Premium No PSD não há inocentes

Há coisas na vida que custam a ultrapassar. A morte de alguém que nos é querido. Uma separação que nos parece contranatura. Ou uma adição que nos atirou ao charco e da qual demoramos a recuperar. Ao PSD parece terem acontecido as três coisas em simultâneo: a morte - prematura para os sociais democratas - de um governo, imposta pela esquerda; a separação forçada de Pedro Passos Coelho; e uma adição pelo poder que dá a pior das ressacas em política.

Qualquer líder que chegasse à liderança do partido neste contexto, não teria vida fácil. Chamando-se ele Rui Rio, Pedro Santana Lopes ou Luís Montenegro - se o antigo líder da bancada parlamentar tivesse decidido candidatar-se há um ano. Cada um deles teria sempre uma vida muito difícil perante os resultados políticos e económicos do governo de António Costa. Os visíveis, pelo menos. E são esses que contam, quer para as sondagens quer no momento do voto.

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