Premium "Fomos eleitos eurodeputados. Não estamos aqui só por causa do Brexit"

A saída do Reino Unido da União Europeia significou que 27 eurodeputados eleitos em maio, que não tinham ainda tomado posse, puderam finalmente fazê-lo. O DN falou com cinco deles nos corredores do Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

"Os meus amigos diziam que havia duas pessoas felizes com o Brexit: o Nigel Farage [líder do Partido do Brexit] e eu." A anedota é do conservador Riho Terras, o novo eurodeputado estónio que se estreou nesta semana no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, e explicou que apesar do que os amigos pensavam não ficou feliz por ver o Reino Unido sair da União Europeia (UE). "Perdemos um bom aliado", contou numa pausa dos trabalhos. O ex-comandante das Forças de Defesa da Estónia é um de 27 representantes de 14 países que ficaram à espera do adeus oficial dos britânicos para poder tomar posse do cargo para o qual tinha sido eleito em maio.

"Na minha terra toda a gente perguntava: quando vais? Quando é o Brexit? Durante sete meses, todos os dias... Era uma sensação um pouco estranha", admitiu ao DN o socialista espanhol Marcos Ros Sempere. O professor universitário, que foi durante oito anos vereador em Múrcia, foi outro dos que ficaram "congelados". Um termo usado pelo italiano Sandro Gozi, eleito em França pela lista transnacional do presidente Emmanuel Macron. "Éramos como os congelados Picard, uma famosa marca francesa", explicou, criticando a confusão causada pelos britânicos. "Temos de nos lembrar que eles decidiram, no último momento, participar nas europeias, quando não era suposto", desabafou.

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