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Nova Zelândia

Um mês de Christchurch. Vidas transformadas para sempre

Há muitas histórias de sobreviventes do ataque terrorista na Nova Zelândia. Mas todas elas ficarão indelevelmente marcadas pela barbárie deste atentado.

Numa pequena quinta nos arredores de Christchurch, na Nova Zelândia, Omar Nabi cavou um pequeno buraco e afiou uma faca enquanto se preparava para matar uma ovelha como uma bênção para seu pai - uma vítima dos assassínios em massa ocorridos na mesquita de Al Noor.

Inclinado entre a coleção de carros enferrujados do pai, Nabi rezou baixinho e cortou o pescoço do animal, voltado para Meca. Retirou a pele e preparou a carne para cozinhar. O sangue foi depositado num buraco onde planeia plantar uma árvore. Nenhuma parte do animal foi desperdiçada, disse.

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Opinião

Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.