Premium Os lugares e a memória

A minha vida foi passada em seis cidades, incluindo Lisboa, onde agora moro. As mudanças foram ditadas pela procura de algo que queria e não tinha, a nível educativo, profissional e também pessoal. Tenho milhares de recordações de cada uma das cidades, mas, quando as evoco no dia-a-dia (uma notícia, o e-mail de um amigo, o currículo que tem de ser revisto), há uma ou duas imagens que se fazem metonímia.

Assim a Figueira da Foz é o mar e os dias sem fim, Coimbra é o café Tropical na Praça da República, Genebra a neve e as montanhas, Florença é o rio Arno e as pontes entardecidas, Aveiro um céu imenso e o silêncio das gaivotas.

Já Lisboa... Não sei, ainda é cedo, ou a proximidade não o permite. As vozes pela janela, o Tejo, o bairro, as histórias que vou recolhendo. A memória é caprichosa e exigente, que sei eu, que apenas vivo, o que o tempo vai escolher?

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DN Life. «Não se trata o cancro ou as bactérias só com a mente. Eles estão a borrifar-se para o placebo»

O efeito placebo continua a gerar discussão entre a comunidade científica e médica. Um novo estudo sugere que há traços de personalidade mais suscetíveis de reagir com sucesso ao referido efeito. O reumatologista José António Pereira da Silva discorda da necessidade de definir personalidades favoráveis ao placebo e vai mais longe ao afirmar que "não há qualquer hipótese ética de usar o efeito placebo abertamente".