Premium O trabalho dá que pensar. No Jardim Botânico Tropical vão procurar-se respostas

Durante três dias o encontro anual da Fundação Francisco Manuel dos Santos vai lançar a discussão sobre o que é o trabalho, a sua evolução e os seus desafios. Cientistas, economistas, artistas e jornalistas vão dar as suas opiniões.

Os cinco hectares do Jardim Botânico Tropical de Lisboa recebem até domingo um festival de verão diferente: nos três palcos que ali nasceram em vez de música vai ouvir-se falar de trabalho e das suas transformações ao longo dos anos.

O Trabalho Dá Que Pensar é o mote do encontro anual promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos. Iniciativa que começa na noite desta sexta-feira, com uma intervenção de Jaime Gama (presidente do conselho de administração e da comissão executiva da Fundação Francisco Manuel dos Santos) e acabará na noite de domingo. Durante estes dias, pelos palcos erguidos nos relvados do jardim onde a flora tropical reina, especialistas nacionais e internacionais vão falar sobre o trabalho, em várias áreas, e a forma como mudou, muda e pode mudar as nossas vidas.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.