Premium As alternativas


A intervenção que tornou famosa Margaret Thatcher, quando anunciou a sua conclusão de que, para enfrentar o mundo do seu tempo, "There is no alternative", estava longe de prever a numerosa procura de alternativas com que nos defrontamos, passado tão pouco tempo. O sentido em que ela se prenunciava era o que a geração anterior chamava criticamente "pensamento único", cansada de suportar regimes que mantinham uma luta ideológica, que não admitia acordos, e por isso deixava prever abertura a soluções que respondessem a mudanças impostas pela circunstância em movimento não controlável pelas sedes do poder em exercício, a qual foi a comunicação de que "There is no alternative".

A falta de governança global implicou que finalmente tivessem de ser admitidas não uma mas várias alternativas, por vezes com preocupantes dificuldades de pacificação. Um dos exemplos, importante pela função e pela visibilidade, é o das duradoiras formações dos parlamentos ocidentais, depois da guerra, especialmente o Parlamento com maiores horizontes, que é o da União Europeia. Essa estrutura, rodeada de supostas seguranças doutrinais, porque todos tinham presentes as exigências de um passado próximo, é da circunstância externa que a rodeia que começa ela também a sentir que "não há alternativa visível" que tenha sido formulada e a caminhar para dominante, no sentido de ser capaz de articular as diferenças vindas do alargamento, das mudanças de circunstância que a crise económica e financeira mundial projeta nos Estados membros e, nestes, a complexidade das fraturas, ou anúncio reconhecível delas, que vão aparecendo em busca de mudança.

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