Premium A Alemanha e a ameaça populista: alarmes soam na Feira do Livro de Frankfurt

Na maior feira do livro do mundo, que termina neste domingo, várias vozes alertaram para a violação dos direito humanos e para os riscos da vaga populista e nacionalista em curso. Na Alemanha, na Europa e no mundo em geral. AfD, partido de extrema-direita alemão, deverá pôr em causa a maioria absoluta da CSU nas eleições deste domingo na Baviera. Pela primeira vez no pós-Segunda Guerra Mundial. E, em duas semanas, ter importantes ganhos nas eleições no estado do Hesse.

"Precisamos de falar". Este é um dos slogans da Feira do Livro de Frankfurt. E quando alguém nos diz que precisamos de falar é porque o assunto é sério e precisamos mesmo de falar. Thorsten Dönges, por exemplo, fala sobre livros de autores alemães ou que escrevem em alemão. Trá-los debaixo do braço, uns oito ou nove, espalha-os em cima da mesa e começa a explicação.

Um dos que apresentam com maior eloquência é Der Reisende e o autor é Ulrich Alexander Boschwitz. Nasceu em Berlim em 1915 e morreu em 1942. "Ele escreve sobre Berlim de novembro de 1938, quando os nazis começaram o verdadeiro progrom, começaram a ir a casa dos judeus, a espancá-los. É um romance. É sobre um judeu que tenta fugir, apanha vários comboios mas não consegue. E depois desaparece", explica o crítico literário a um grupo de jornalistas estrangeiros numa das salas da Messe Frankfurt.

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