Premium Diretores dizem que greve às avaliações "é a menor das preocupações"

Presidentes das duas associações de diretores escolares não acreditam em grande impacto da greve, devido às alterações que fizeram que bastasse um terço dos docentes presentes para fazer os conselhos de turma. Mas temem, por outro lado, os efeitos do descontentamento generalizado.

A greve às avaliações - cuja marcação ou anulação será anunciada nesta quarta-feira pela "plataforma" que reúne dez organizações sindicais - não está a tirar o sono aos diretores, para os quais muito dificilmente será repetido o cenário do ano passado, em que dezenas de milhares de alunos viram a divulgação das suas notas ser adiada devido ao cancelamento de muitas reuniões de conselho de turma. Mas não deixam de olhar com apreensão para o que falta do ano letivo e para o início do próximo.

No que respeita às avaliações, explica Filinto Lima, da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), a decisão do Ministério da Educação, no ano passado, de aplicar às escolas as regras do Código de Procedimento Administrativo (CPP), impondo a realização das reuniões a partir do momento em que existisse quórum de pelo menos um terço dos docentes de cada turma, acaba por tirar dimensão ao protesto.

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