Premium

Hells Angels

Nem polícias escaparam à violência dos Anjos do Inferno

Uma investigação sem precedentes em todo o mundo pode ter dizimado o núcleo português dos motards mais perigosos da história.

"É uma questão de liberdade. A Polícia Judiciária (PJ) nunca permitirá que a liberdade não seja um acento tónico em qualquer ponto do território nacional." O alcance destas palavras do diretor nacional da PJ, Luís Neves, foi verdadeiramente compreendido nesta semana, quando o Ministério Público (MP) deduziu acusação contra 89 membros dos Hells Angels, considerados uma organização criminosa violenta, que tentou matar, ameaçou, roubou, traficou droga e usou armas de fogo proibidas.

Luís Neves falava há um ano, no dia em que, numa megaoperação da PJ, tinham sido detidos mais de meia centena de motards dos Anjos do Inferno - a primeira "machadada" na organização, como reconheceu a Judiciária. Explicou na altura que os Hells Angels estavam a adquirir, pela violência, supremacia entre os grupos motards e "coagindo-os" a criar "um clima de terror e medo". Nesse sentido, "foi restituída a liberdade a todos os grupos que se estavam a sentir condicionados para que possam continuar a participar livremente e sem medos os seus convívios".

Ler mais

Exclusivos