Premium Portugueses em Londres contra Donald Trump

Pelos direitos das mulheres, contra o aquecimento global, o brexit, contra May ter convidado o presidente dos EUA para uma visita oficial. Dezenas de milhares protestaram contra Trump em Londres. E alguns portugueses juntaram-se

Maria, 48 anos, juntou-se à manifestação contra Trump em Trafalgar Square como "cidadã do mundo" e não como portuguesa. "Ele provoca-me um ódio profundo. Aquelas cenas com as crianças enjauladas toca-me profundamente," diz. Há dez anos, Maria estudou no Estados Unidos com um visto de turista, trabalhando em alguns restaurantes para conseguir pagar o curso.

Um dia, ao entrar no país, levaram-na para ser interrogada e Maria acabou por confessar os trabalhos ilegais. Esteve detida até ser expulsa para Londres. Não voltou a entrar nos EUA desde então. A experiência foi traumática. Ao ver as reportagens sobre crianças migrantes separadas das famílias que tentam entrar nos Estados Unidos, Maria reconhece o mesmo tratamento de que foi vítima e que tanto a surpreendeu na altura. "Nunca imaginei que os norte-americanos pudessem ser assim contra os imigrantes. Na altura descobri um mundo novo," diz.

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Quando uma anedota é uma anedota merece ser tratada como piada. E se a tal anedota ocupa um importante cargo histórico não pode ser levada a sério lá porque anda com sapatos de tigresa. Então, se a sua morada oficial é em Downing Street, o nome da rua - "Downing", que traduzido diz "cai, desaba, vai para o galheiro..." - vale como atual e certeira análise política. Tal endereço, tal país. Também o número da porta de Downing Street, o "10", serve hoje para fazer interpretações políticas. Se o algarismo 1 é pela função, mora lá a primeira-ministra, o algarismo 0 qualifica a atual inquilina. Para ser mais exato: apesar de ela ser conservadora, trata-se de um zero à esquerda. Resumindo, o que dizer de uma poderosa governante que se expõe ao desprezo quotidiano do carteiro?

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