Premium Villarreal: o temível submarino amarelo luta para não afundar

O 19º lugar na Liga espanhola assombra o clube fundado em 1923 por um farmacêutico, um bancário e um administrador dos correios. Armando Sá jogou de amarelo e recorda os tempos dourados em que a equipa espanhola "metia medo". Jogo com o Sporting para a Liga Europa é nesta quinta-feira (20.00)

O Villarreal é aquele clube que costuma dar dores de cabeça aos gigantes do futebol espanhol. No El Madrigal, o antigo estádio, que hoje dá lugar ao novíssimo Estádio de la Cerámica, em homenagem e agradecimento ao maior acionista e responsável pelo crescimento do clube, Fernando Roig, Los amarillos (os amarelos) construíram uma bonita história no futebol espanhol. Chegaram a lutar pelo título no início do milénio, mas hoje já vão longe longe os tempos dourados e a equipa comandada por um histórico do clube (Javier Calleja) luta para não descer de divisão. A Liga Europa não é por isso uma prioridade, mas pode servir para salvar a honra do submarino amarelo que nesta quinta-feira visita o Sporting no Estádio José Alvalade (20.00, SIC), na primeira mão dos 16-avos-de-final.

Foi no início do milénio, sob o comando do treinador chileno Manuel Pellegrino, que o clube almejou voos maiores e se deu a conhecer à Europa do futebol. Nesses anos a equipa contou com jogadores como o uruguaio Diego Forlan (bota de ouro no Villarreal em 2005) e o francês Robert Pires no ataque, Riquelme, Sorín e Figueroa, no meio-campo, Marcos Senna na defesa e Pepe Reina na baliza. Além de um luso-moçambicano, Armando Sá, ex-Benfica. "Villarreal é uma cidade pequena, o clube tem um ambiente familiar. Eu fui para lá com estatuto de jogador do Benfica e encontrei lá com o Riquelme, o Forlán , o Marcos Senna, o Pepe Reina", recordou ao DN o antigo lateral esquerdo, lembrando a alcunha do clube: "Nesse ano fomos o verdadeiro submarino amarelo. O Villarreal metia medo..."

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?