Premium A comédia do vice de Bush, o vilão à moda antiga

A grande estreia dos cinemas esta semana é Vice. Uma sátira ao vice-presidente norte-americano Dick Cheney e uma memória, hoje amarga, dos tempos de George W. Bush.

Vice é a história da ascensão de Dick Cheney, dos seus dias de bebedeiras na América interior, da intervenção na administração Nixon, focando-se na maneira como mandou na governação George W. Bush quando era vice-presidente. O guião do filme foi inteiramente escrutinado por uma equipa de advogados. Anda aos ziguezagues temporais, tem elipses fantasiosas e manda às urtigas os cânones dos biopics. Chega-se mesmo a imaginar uma realidade paralela: um mundo sem Dick Cheney a mandar nos EUA.

Vice tornou-se um filme muito mediático - com ante-estreia em Portugal, na semana passada, recheada de jornalistas e políticos. ​​​​​​Tal como todo o cinema de Adam McKay (autor de comédias com Will Ferrel e de A Queda de Nova Iorque, sobre o crash da bolsa americana), o humor é uma das tónicas dominantes deste filme, ainda que por vezes se sinta que o tom caricatural o impeça de articular melhor um discurso sobre os meandros da política nacional e internacional do mandato de George W. Bush (interpretado em tom grosso por Sam Rockwell, de novo nomeado para o Óscar de ator secundário, logo após no ano passado ter vencido por Três Cartazes à Beira da Estrada).

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