Premium Macri em maus lençóis perante a dupla Fernández-Fernández

O peronismo pode estar de volta à Argentina e os investidores reagiram de forma nervosa. Nada que pareça preocupar os eleitores, que já sofrem na pele a recessão e a austeridade.

Um duro golpe nas hipóteses de reeleição do presidente Mauricio Macri, ao perder as eleições primárias por 15 pontos percentuais de diferença e um duro golpe dos investidores na moeda e nos títulos argentinos. O peso argentino voltou a fechar em queda na terça-feira após um segundo dia de turbulência no mercado provocada pela vitória surpreendente do candidato da oposição, Alberto Fernández, nas eleições primárias. Macri e Fernández deram o tom do que será o clima eleitoral até outubro, ao acusarem-se mutuamente pela reação dos investidores.

A moeda havia atingido a maior queda de todos os tempos na segunda-feira, 65 por dólar (uma queda de 30%), uma resposta mais do que nervosa aos resultados das eleições primárias perante o espectro de que as políticas liberais de Mauricio Macri sejam substituídas por um regresso às políticas económicas intervencionistas. O banco central argentino viu-se na contingência de vender um total de 255 milhões de dólares de reservas desde segunda-feira, num esforço para estabilizar a moeda.

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