Premium Construção de escritórios abre guerra em prédio de luxo

As Twin Towers, em Sete Rios, nasceram como empreendimento residencial e centro comercial. A empresa que comprou as galerias construiu um edifício no meio das torres e anunciou a abertura de escritórios. Os residentes dizem que é "ilegal". Protestam nos tribunais e recorrem à Procuradoria-Geral da República.

"Ocuparam de forma ilegal, sem autorização, um espaço comum de 3000 metros quadrados com uma construção que, além de ser ilegal, pois ocupa um espaço comum, é também uma autêntica monstruosidade do ponto de vista estético e arquitetónico. Desfigura completamente esta obra fantástica da arquiteta Olga Quintanilha, recentemente falecida", começa por contestar Artur Redinha, proprietário de um dos apartamentos de habitação, em declarações ao DN. É o rosto da batalha que opõe os habitantes do empreendimento conhecido como Twin Towers à empresa The Edge Group, proprietária das galerias.

Trata-se de uma área numa zona de Lisboa cujo valor comercial ultrapassa os 12 milhões de euros, acrescenta Artur Redinha, médico de profissão.

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Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.