Número de mortos sobe para 24. O tufão chamado "velocidade" está a arrasar o Japão

O poder atual do Hagibis é semelhante ao de quatro dos maiores tufões que o país viu nas últimas décadas. Velocidade do vento atingiu neste sábado os 225 quilómetros por hora.

O tufão Hagibis, um dos mais poderosos das últimas décadas no oceano Pacífico, caiu sobre o Japão com um poder devastador. O número de mortos já se eleva a 24, havendo ainda 17 desaparecidos e cerca de 150 feridos contabilizados pelas autoridades.

O Governo japonês mobilizou 27 mil membros das Forças de Autodefesa (exército) para os trabalhos de socorro.

O tufão atingiu o Japão este sábado às 19.00 locais (13:00 em Lisboa) e, cerca de duas horas depois, chegou à capital japonesa, com ventos que chegaram aos 200 km/hora e chuvas torrenciais, tornando-se a tempestade mais violenta a atingir o país nos últimos 60 anos.

Mais de sete milhões de pessoas foram aconselhadas a deixar as suas casas, tendo dezenas de milhares sido acolhidas em centros de abrigo.

Na província de Nagano, as chuvas torrenciais fizeram transbordar o rio Chikuma, arrastando consigo veículos.

Na cidade de Sano, em Tochigi, a enchente no rio Akiyama afetou também uma área residencial, à qual já acorreram equipas de resgate, incluindo soldados.

Na cidade de Sano, em Tochigi, a enchente no rio Akiyama afetou também uma área residencial, à qual já acorreram equipas de resgate, incluindo soldados.

Em Kawagoe, o rio Ope deixou cerca de 260 pessoas presas num lar de idosos.

Por sua vez, em Tóquio, o rio Tama também excedeu o seu limite, inundando os pisos térreos de vários edifícios, incluindo um hospital.

Mais de sete milhões de pessoas foram aconselhadas a deixar as suas casas, tendo dezenas de milhares sido acolhidas em centros de abrigo.

Fumio Kishida, político do partido do executivo, afirmou que o Governo fará tudo o que estiver ao seu alcance durante as operações de socorro.

Reconheceu também que as redes de energia do Japão precisam de ser fortalecidas, depois de quase 300 mil casas terem ficado sem eletricidade.

O tufão obrigou ao adiamento da qualificação para a corrida de Fórmula 1, em Suzuka, de sábado para hoje, e ao cancelamento de três jogos do mundial de Râguebi.

De acordo com um responsável da Agência Meteorológica Japonesa (JMA), o poder atual do Hagibis é semelhante ao de quatro dos maiores tufões que o Japão viu nas últimas décadas, incluindo o Faxai, no mês passado, que provocou danos significativos em Chiba, nos subúrbios de Tóquio.

"O tufão causará fortes chuvas em grande parte do país. Os ventos fortes soprarão primeiro, seguidos por chuvas torrenciais", declarou o responsável, acrescentando que nas zonas costeiras eram esperadas ondas violentas.

Voos e viagens de comboio foram cancelados e lojas e fábricas permanecem encerradas. O Hagibis, que significa "velocidade", está a afetar a principal ilha japonesa de Honshu.

Esta pode ser a tempestade mais forte que o país enfrentou desde o tufão Kanogawa, em 1958, que vitimou mais de 1200 pessoas.

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