Premium Nova PGR: os recados, a corrupção e aquele "abraço" à Polícia Judiciária

Lucília Gago apresentou o seu "caderno de encargos" para os próximos seis anos ao comando do Ministério Público. "Desengane-se" quem pensa que a substituição de Joana Marques Vidal "implica alterações de valores e princípios", assegurou Marcelo Rebelo de Sousa.

Já se sabia que nenhuma palavra podia ser errada no discurso da nova procuradora-geral da República (PGR) no que diz respeito ao "combate à corrupção". Essas eram as palavras mais esperadas, por essa ter sido a bandeira da sua antecessora Joana Marques Vidal e a que mais foi invocada pelos defensores da sua recondução.

Lucília Gago correspondeu às expectativas de duas formas: primeiro, elegendo, "como uma das grandes prioridades" do seu mandato, "o combate à criminalidade económico-financeira, com particular enfoque na corrupção, que se tornou um dos maiores flagelos suscetíveis de abalar os alicerces do Estado e de corroer a confiança dos cidadãos no regime democrático".

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EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.