Premium Macron e a dor de cabeça de remodelar o governo

Após a saída do ministro do Interior, tudo parecia preparado para uma remodelação na terça-feira, mas alegados desacordos com o primeiro-ministro e algumas recusas levaram o presidente a adiar as mudanças para depois da cimeira da francofonia, que terminou nesta sexta-feira.

Em francês, remanie é uma das formas do presente do indicativo do verbo remodelar, mas é também um anagrama de "Arménie", isto é, Arménia. Uma coincidência que não passou despercebida nas redes sociais, visto ter sido neste país que o presidente francês, Emmanuel Macron, esteve nos últimos dias, para a cimeira da francofonia, pondo em pausa o projeto de remodelação governamental que era praticamente dado como certo na última terça-feira.

Desacordos com o primeiro-ministro Édouard Philippe e até recusas de alguns dos escolhidos em ocupar cargos ministeriais estarão na origem do atraso na remodelação, segundo os jornais franceses. Mas uma coisa é certa, depois da saída de três ministros no espaço de pouco mais de um mês, entre os quais dois de peso, de escândalos como o caso Benalla e de protestos em defesa do modelo social e contra uma política que consideram favorecer os mais ricos, Macron precisa de uma mudança para tentar recuperar o controlo do mandato, menos de um ano e meio depois de ter chegado ao poder.

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