Premium Congressistas preocupados com a influência de Orbán sobre Trump

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, é recebido nesta segunda-feira na Casa Branca.

Steve Bannon, ex-diretor de campanha do atual presidente dos EUA, chamou-lhe Trump antes de Trump. David Cornstein, joalheiro octogenário amigo de Trump e novo embaixador dos EUA na Hungria, disse sobre ele à Atlantic: "Posso dizer, conhecendo o presidente há 25 ou 30 anos, que ele gostaria imenso de ter uma situação como a que ele tem." ​​​​​​Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria no poder desde 29 de maio de 2010, é recebido nesta segunda-feira na Casa Branca, depois de anos e anos de desprezo por parte da administração norte-americana em relação ao regime húngaro. O qual Orbán gosta de classificar como uma democracia iliberal.

Esse é o regime que, a avaliar pelas palavras do embaixador norte-americano, o republicano gostaria de ter nos EUA. Esse era o regime que no tempo de Barack Obama era classificado como representando um perigo para a democracia. Orbán conseguiu captar a atenção de Trump e o receio da influência que o mesmo pode ter sobre o presidente dos EUA já levou senadores republicanos e democratas a endereçar uma carta ao chefe do Estado norte-americano. "Em anos recentes, a democracia na Hungria sofreu uma grande erosão... Sob a liderança de Orbán, o processo eleitoral foi menos competitivo e o sistema judiciário tem sido crescentemente controlado pelo Estado", escreveram Jim Risch e Bob Menendez, presidente da comissão de Assuntos Exteriores do Senado dos EUA e democrata membro da mesma, respetivamente, numa carta que enviaram à atenção do presidente norte-americano.

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