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Ainda não é com este governo que acabam as escolas com amianto

Das 192 escolas sinalizadas ainda restam 42 à espera de intervenção. SOS Amianto defende que é quase certo que o programa não ficará concluído até ao próximo ano. Riscos para a saúde continuam presentes.

Há dois anos, o governo prometeu que até 2020 a remoção de amianto (material considerado cancerígeno) de edifícios públicos estaria resolvida, o que incluía 192 escolas. Mas na educação a bandeira está longe de ser cumprida: 42 escolas ainda esperam para ver a situação resolvida. E uma coisa é já certa, isso não vai acontecer na atual legislatura, que está a três meses do fim. Há apenas este verão para prosseguir com as intervenções em falta, que devem ser feitas em período de férias, e ainda há escolas sem obras no horizonte.

"Por cá, continua tudo na mesma, sem resposta ao problema e sem promessas sequer", conta o diretor do Agrupamento de Escolas D. Dinis, em Leiria. Na escola secundária de Vieira do Minho, depois de um telhado de amianto ter ruído neste ano, as obras ficaram prometidas para agosto.
Segundo dados do gabinete do ministro Tiago Brandão Rodrigues, até à data "foram concluídas ou estão em curso cerca de 150 intervenções" das 192, sendo que "no período 2011-2015 foram substituídos 236 138 metros quadrados de coberturas deste material". A extinção deste material das escolas, acrescenta, "é uma prioridade do plano de investimentos do Ministério da Educação". Mas o prometido deverá ficar por executar. Pelo menos até ao final deste mandato.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.