Premium Estado da Nação. Costa enfrenta debate mais isolado do que nunca

Oposição do PSD e do CDS já se esperaria. A novidade é que os "primos" à esquerda também têm muito pouco de bom para dizer do governo de Costa.

Ao primeiro-ministro não falta obra para apresentar: défice público em mínimos históricos; desemprego também; dívida pública a descer (em percentagem do PIB mas não em valor absoluto); crescimento económico ligeiramente acima da média da zona euro.

E os índices de confiança empresarial com números agradáveis, e a receita fiscal a subir e a da Segurança Social também, e uma trajetória de subida do salário mínimo consolidada (embora o PCP e a CGTP exijam mais), a acrescentar a diminuições do IRS (via mudança de escalões), reposição de rendimentos nos funcionários públicos e pensionistas, um novo código laboral que no dizer do primeiro-ministro é "histórico" no combate à precariedade.

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Anselmo Crespo

No PSD não há inocentes

Há coisas na vida que custam a ultrapassar. A morte de alguém que nos é querido. Uma separação que nos parece contranatura. Ou uma adição que nos atirou ao charco e da qual demoramos a recuperar. Ao PSD parece terem acontecido as três coisas em simultâneo: a morte - prematura para os sociais democratas - de um governo, imposta pela esquerda; a separação forçada de Pedro Passos Coelho; e uma adição pelo poder que dá a pior das ressacas em política.