Premium Médico demite-se de coordenar urgência por falta de profissionais nos quadros

As escalas de urgência da unidade de cuidados primários de Odemira são praticamente preenchidas por prestadores de serviços. Há apenas um médico no quadro a trabalhar neste departamento, que pediu para o não coordenar mais. São 24 horas todos os dias da semana sem a supervisão de outro efetivo.

O Centro de Saúde de Odemira, distrito de Beja, tem quatro médicos nos quadros, mas apenas um ainda faz urgência. Sem recursos médicos na unidade, já pediu escusa de responsabilidade das urgências, que funcionam 24 horas, e que se encontram ainda mais lotadas no verão, quando a população do concelho triplica, de acordo com o presidente da câmara municipal.

"É um quadro médico quase eventual. Há três ou quatro médicos, mas estamos na eminência de ficar só com um a partir do próximo ano, porque os outros estão em situação de aposentação. Isto quando devíamos ter um quadro com 13 ou 14 médicos. O resto são prestadores de serviços e que a qualquer altura podem deixar de cá estar. Estamos a falar de uma situação que, sendo preocupante, se pode tornar dramática", diz o presidente da Câmara Municipal de Odemira, José Alberto Guerreiro, eleito pelo PS.

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