Um ano separa estas fotografias, na ilha Deserta. Mostram   o tipo e a quantidade de lixo que deu à costa
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Ambiente

O que o Gilão escondeu o levante trouxe à costa. "Negligência", dizem especialistas

No último levante, a ilha Deserta, em Tavira, ficou com o areal inundado de lixo urbano. Ninguém sabe o que se passou, mas as associações ambientais garantem que foi o resultado de uma dragagem feita pela Docapesca no rio Gilão. "Crime ambiental"? A autarquia escolhe o silêncio.

Abril acabou de romper e em Tavira o tempo não está frio, mas ainda não é de esplanada. O restaurante Três Palmeiras, na margem sul do rio Gilão, é a exceção. No exterior, as mesas enchem-se de estrangeiros que chegam ao Algarve à procura das praias de água morna, areia limpa e do peixe grelhado na hora. Não há forma, porém, de irem até à ilha Deserta, nesta altura do ano só ao alcance dos que têm barco próprio. "É o nosso pequeno paraíso", diz João Diniz, residente e surfista de presença habitual na ilha. Lá, a areia é "branquinha, branquinha" e a água "a mais límpida do Algarve", descreve.

Há umas semanas, o cenário mudou. O vento levante que vem do estreito de Gibraltar e provoca ondas com mais de dois metros trouxe mais do que alterações de maré. Ferro velho, pneus, eletrodomésticos, carrinhos de compras e muito plástico deram à costa deixando um tapete de lixo no areal.

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