Premium Um embaraço para o Ocidente do tamanho da Líbia

Potências mundiais e regionais apoiam Khalifa Haftar, o marechal que fez tábua rasa dos esforços da ONU e que procura uma vitória militar contra o governo de Tripoli.

António Guterres encontrava-se reunido com o primeiro-ministro do Governo de União Nacional (GNA), Fayez Sarraj, em Tripoli, a preparar a conferência de reconciliação nacional, quando o marechal Khalifa Haftar deu ordens para o Exército Nacional Líbio (LNA) avançar para a capital. No dia seguinte, 5 de abril, o secretário-geral das Nações Unidas deslocou-se ao leste, ao quartel-general do militar. À saída, a mensagem foi de desânimo: "Deixo a Líbia com uma profunda preocupação e o coração pesado." Marcada para este domingo, 14 de abril, foi suspensa a conferência que ia sentar GNA e LNA à mesma mesa e comprometê-los com um calendário para se realizarem eleições.

Duas semanas antes, diplomatas estiveram reunidos com Haftar a tentar dissuadi-lo de lançar uma ofensiva contra o governo internacionalmente reconhecido de Tripoli e apoiado pelo Qatar e pela Turquia (e em menor extensão por Itália). Mas o ex-militar de Kadhafi e antigo agente da CIA recusou qualquer partilha de poder. Até porque, conta o The Wall Street Journal , Haftar recebeu outra delegação com uma oferta que falou mais alto: milhões de dólares de ajuda oriunda da Arábia Saudita.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Betinho

"NBA? Havia campos que tinham baldes para os jogadores vomitarem"

Nasceu em Cabo Verde (a 2 de maio de 1985), país que deixou aos 16 anos para jogar basquetebol no Barreirense. O talento levou-o até bem perto da NBA, mas foi em Espanha, Andorra e Itália que fez carreira antes de regressar ao Benfica para "festejar no fim". Internacional português desde os Sub-20, disse adeus há seleção há apenas uns meses, para se concentrar na carreira. Tem 34 anos e quer jogar mais três ou quatro ao mais alto nível.