Premium Jotas, Aida, Ernesto e Ricky. Vidas de rua com vírus à mistura

Uma tarde, quatro horas, uma viagem por Lisboa e até quem faz vida na rua e da dependência uma vida. Como chegar a estas pessoas, como cuidar de quem já não cuida, como atenuar os riscos dos vírus em tempos de pandemia? A resposta pode ser simples. "Basta levar os cuidados de saúde à rua", dizem-nos. A Crescer e o Hospital de Santa Maria trabalham o conceito há dois anos e querem reforçá-lo. O DN fez esta viagem com uma equipa da associação e com o diretor do serviço de gastroenterologia numa tarde de agosto.

O sol queima à medida que descemos o vale da Quinta do Lavrado na zona Oriental de Lisboa. A tarde era a de um dia do mês de agosto marcada pelo aumento do número de casos de infeção por covid-19. Por entre o mato seco, o som de algo a rastejar faz-nos perceber que há mais alguém que nos acompanha nesta viagem.

Inês e Madalena, a enfermeira e a assistente social que compõem a equipa de rua da Crescer, apanham do chão as seringas largadas e colocam-nas no recipiente anticortante. É o primeiro trabalho que fazem assim que saem da carrinha com as mochilas de material às costas. "É uma forma de não as voltarem a usar e assim reduzir-se o risco de contágio de doenças infecciosas, como a hepatite C e o VIH", explicam.

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