Premium Quem diria que Rio poderia dizem ámen à Robles!

O livre mercado é, à partida, uma bandeira do centro-direita. Por isso, alguns players ficaram surpreendidos quando, ontem, o presidente do PSD considerou que taxa proposta pelo Bloco de Esquerda para o imobiliário, a que foi dada o nome de taxa Robles, "não é assim uma coisa tão disparatada".

Rui Rio afirmou que não rejeita "liminarmente" a taxa especial proposta pelo BE em relação a negócios no setor do imobiliário. "Com isto não estou a dizer que somos favoráveis àquilo que possa vir a ser proposto pelo Bloco de Esquerda, agora não rejeito liminarmente, não é assim uma coisa tão disparatada, porque, efetivamente, uma coisa é comprarmos e mantermos durante X tempo e outra coisa é andarmos a comprar e a vender todos os dias só para gerar uma mais-valia meramente artificial", sublinhou. E a pergunta que muitos já fazem é: "E quem define o tal X tempo" e "que tempo é esse"?

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Crespo

E uma moção de censura à oposição?

Nos últimos três anos, o governo gozou de um privilégio raro em democracia: a ausência quase total de oposição. Primeiro foi Pedro Passos Coelho, que demorou a habituar-se à ideia de que já não era primeiro-ministro e decidiu comportar-se como se fosse um líder no exílio. Foram dois anos em que o principal partido da oposição gritou, esperneou e defendeu o indefensável, mesmo quando já tinha ficado sem discurso. E foi nas urnas que o país mostrou ao PSD quão errada estava a sua estratégia. Só aí é que o partido decidiu mudar de líder e de rumo.