"Sou mãe biológica e tive de adotar a minha filha"
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Gestação de substituição

"Sou mãe biológica e tive de adotar a minha filha"

Maternidade de substituição. A lei que permite usar a barriga de outra mulher para ter um filho tem andado às voltas. Quem espera, critica que só se focam na gestante, esquecendo os direitos dos pais biológicos e da criança. S. e B. tiveram dinheiro para ir a uma clínica na Ucrânia, que acompanha, atualmente, 15 casais portugueses.

"M. é oficialmente minha filha desde esta tarde. Correu tudo muito bem no Tribunal de Família." É a mensagem de felicidade que S. enviou ao DN nesta quarta-feira. Acabava de adotar a filha biológica, nascida na Ucrânia com recurso à barriga de outra mulher. S. e B. tiveram um filho prematuro que morreu ao 10.º dia. S. tem uma doença neurológica que a impediu de fazer uma segunda tentativa. "Aconteceu um duplo luto, perdemos o nosso filho e perdemos a possibilidade de ter filhos. S. [o filho] e M. têm precisamente a diferença de quatro anos." Sem poder ter filhos e sem conseguir adotar em Portugal, recorreram ao estrangeiro. A criança nasceu em junho, ficou apenas com o nome do pai biológico. A mãe biológica adotou a filha do marido.

"Estar grávida virtualmente é uma sensação estranha, não controlamos nada, estamos sempre ansiosos. Quando recebemos as ecografias, é uma alegria enorme. Não a gerei, mas é a minha filha", conta S. Prefere não divulgar nomes, sobretudo pela menina, que saberá a seu tempo a forma como foi gerada. "Não gosto de mentiras e M. tem direito a saber."

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