Premium Almofada financeira custou ao Estado quase 1300 milhões em três anos

O governo admite começar a baixar a reserva financeira quando a Moody's subir o rating. No ano passado essa rede de segurança aumentou e teve mais custos

A almofada financeira foi uma das grandes armas do Estado para combater as dúvidas dos investidores e conseguir sair de forma limpa do resgate da troika. E a estratégia tem sido seguida pelo atual governo, que tem reiterado a intenção de assegurar uma reserva de tesouraria significativa. Mas ter esse dinheiro parado tem custos. Nos últimos três anos manter essa rede de segurança em vez de abater dívida custou ao Estado 1285 milhões de euros.

Só no ano passado essa estratégia teve um custo de 429 milhões de euros, segundo dados constantes no relatório anual da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), divulgado nesta semana. Isto aplicando o custo médio de toda a dívida do Estado ao montante guardado na reserva de liquidez. Esse seria o valor que o Estado pouparia se abatesse 14,4 mil milhões em dívida que tivesse uma taxa de 3%, o juro médio de todo o stock. Nos dois anos anteriores tinha sido de 391 milhões e 465 milhões.

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