5 concertos que não pode perder no NOS Alive

Começa hoje a 12.ª edição do NOS Alive. Conheça os cinco concertos que não deve perder

São dezenas de concertos todos os dias, espalhados por vários palcos e nem falta uma instalação de Bordalo II para ver. Este ano, a horas do começo do NOS Alive, a discussão é se este é o melhor cartaz da história das 11 edições já realizadas do festival de Algés. Por isso, o melhor é escolher bem e não falhar alguns dos concertos que reúnem todos os ingredientes para se tornar memoráveis. Escolhemos cinco para ajudar.

Arctic Monkeys

Quinta-feira, 12 de julho, Palco NOS, 00.05

Na bagagem trazem um disco novo e é deles a responsabilidade de fechar a primeira noite do festival. É verdade que Tranquility Base Hotel and Casino, o sexto disco da banda, não foi recebido com euforia pelos fãs, saudosos da sonoridade de puro rock britânico com que a banda de Sheffield se apresentou no início da década passada. É verdade que estão mais crescidos (e que isso se nota na música), é verdade que a música tem vindo a mudar (sobretudo nos dois últimos discos), mas não deixa de parecer garantido que vão voltar a deixar saudades em Lisboa.

The National

Sexta-feira, 13 de julho, Palco NOS, 21.20

Por cá, há fenómenos assim, bandas que ganham uma legião de fãs, devotos, fiéis em todos os concertos. Em Portugal, os The National já esgotaram o Coliseu dos Recreios e o Campo Pequeno, no Alive têm honras de palco principal e um lugar reservado imediatamente antes dos cabeças-de-cartaz da noite, os Queens of the Stone Age. Mesmo com um estilo musical pouco dado a euforias e danças, o risco é que a entrada ofusque o prato principal da noite. Basta que repitam a receita das últimas visitas, basta que os seus devotos tenham conseguido bilhete.

Eels

Sexta-feira, 13 de julho, Palco Sagres, 19.00

Há palcos grandes e mais pequenos, espaços reservados à música eletrónica e ao fado. Ainda há um coreto para os concertos intimistas, no limite permitido por um festival com dezenas de milhares de pessoas concentradas no mesmo espaço. Se a regra se aplica a todos os festivais, com o cartaz deste ano do NOS ALIVE é fácil perder concertos. Aqui fica uma sugestão, para o final de tarde no Palco Sagres. Em atividade desde meio da década de 90, os Eels, banda de Mark Everett, trazem The Deconstruction para apresentar e prometem não desiludir os que os conhecem e surpreender quem optar por deixar passar os The Kooks no palco principal.

Jack White

Sábado, 14 de julho, Palco NOS, 21.05

Foi precisamente no Alive que Jack White se estreou em Portugal. Em 2007, apresentava-se ao lado de Meg e no formato que o fez estrela: os White Stripes. Passados 11 anos, depois de abandonar a banda com que lançou o seu maior sucesso (Seven Nation Army), e de se lançar nas mais variadas aventuras - nem falta uma editora e produtora de discos de vinil, a Third Man Records -, agora White chega a solo. No alinhamento não faltarão os clássicos de uma carreira de quase 20anos, mas mesmo Boarding House Reach, o seu terceiro disco a solo, faz prever um belo concerto. Porquê? Até ao momento é o disco em vinil mais vendido nos Estados Unidos.

Pearl Jam

Sábado, 14 de julho, Palco NOS, 23.15

Foi o primeiro dia a esgotar. E se Franz Ferdinand e Jack White podem ter ajudado, poucos duvidarão de que a grande magia foi dos Pearl Jam. Eddie Vedder sobreviveu à geração grunge, que liderou ao lado de Kurt Cobain (Nirvana) e Chris Cornell (Soundgarden), para hoje regressar, com 53 anos, ao Alive com estatuto de senador de rock. Garantida está uma coleção de sucessos, daqueles que prometem motivar coros e sentimentos nostálgicos entre os milhares de fãs. Mas há mais garantias. No alinhamento, não deverão faltar uma ou duas versões de músicas alheias - já interpretaram Imagine de John Lennon várias vezes e esta semana na Bélgica tocaram Kick Out the Jams, dos MC5. Na hora da interação com o público, Vedder não deixará de enviar uma ou duas mensagens a Donald Trump. Dificilmente serão carinhosas.

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O apaziguamento da arena de conflitos em que perigosamente tem sido escrita a história das relações entre as potências no ano corrente implica uma difícil operação de entendimento entre os respetivos competidores. A questão é que a decisão da reunião das duas Coreias, e a pacificação entre a Coreia do Norte e os EUA, não pode deixar de exigir aos intervenientes o tema dos valores de referência que presidam aos encontros da decisão, porque a previsão, que cada um tem necessariamente de construir, será diferente no caso de a referência de valores comuns presidir a uma nova ordem procurada, ou se um efeito apenas de armistício, se conseguido, for orientado pela avaliação dos resultados contraditórios que cada um procura realizar no futuro.

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Os floristas da Rua da Alegria, no Porto, receberam uma encomenda de cravos vermelhos para o dia seguinte e não havia cravos vermelhos. Pediram para que lhes enviassem alguns do Montijo, onde havia 20, de maneira a estarem no Porto no dia 18 de julho. Assim foi, chegaram no dia marcado. A pessoa que os encomendou foi buscá-los pela manhã. Ela queria-os todos soltos, para que pudessem, assim livres, passar de mão em mão. Quando foi buscar os cravos, os floristas da Rua da Alegria perguntaram-lhe algo parecido com isto: "Desculpe a pergunta, estes cravos são para o funeral do Dr. João Semedo?" A mulher anuiu. Os floristas da Rua da Alegria não aceitaram um cêntimo pelos cravos, os últimos que encontraram, e que tinham mandado vir no dia anterior do Montijo. Nem pensar. Os cravos eram para o Dr. João Semedo e eles queriam oferecê-los, não havia discussão possível. Os cravos que alguns e algumas de nós levámos na mão eram a prenda dos floristas da Rua da Alegria.

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