Premium Programa eleitoral de investimentos?

O Plano Nacional de Investimentos é uma ferramenta utilizada pelo governo de Portugal para a definição dos investimentos estratégicos a operar no nosso país, obrigando assim à reflexão pública sobre quais os setores subdesenvolvidos e o rumo que Portugal deve tomar nesta matéria. O governo chefiado por António Costa lançou recentemente a discussão de um Novo Plano Nacional de Investimentos, para vigorar durante a próxima década, até 2030. Contudo, o governo parece esquecer-se de que o atual plano de investimentos (o PETI 3+), com duração até 2020, está ainda com 80% por executar. Não é, de resto, nova a conclusão de que nos últimos três anos o investimento público alcançou mínimos históricos.

Há várias questões que se colocam. Como pode o governo pensar num Plano Nacional de Investimentos para 2030 se a conclusão do atual plano para 2020 está longe de terminar? Qual é a razão para o governo lançar a discussão de um novo plano se em três anos provou ser incapaz de realizar as obras que agora vem prometer? A razão parece simples e óbvia: estamos em ano de eleições e o governo está já apenas dedicado à campanha eleitoral.

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Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.