Premium Permitir pode ser útil, mas é  sobretudo necessário

Na nossa sociedade, o papel do binómio proibição-permissão tem assumido grande relevo. A verdade é que uma das primeiras coisas que nos ensinam é precisamente o que nos é interdito e o que nos é permitido. Tem sido a primeira base estruturante do indivíduo, a nível comportamental e educacional, desde a infância, através da adolescência e até à idade adulta. É frequentemente na perceção que resulta deste binómio que alicerçamos as nossas noções do certo e do errado, do lícito e do ilícito, quando falamos de vida em comunidade. Nesta perspetiva, a da harmonização de costumes e modos de estar em conjunto, é óbvia a sua utilidade para a ordem estabelecida. Mas, quando falamos numa perspetiva mais complexa e mais ampla, como a das políticas públicas de saúde e sociais, o simples proibir basta? Não deveremos nós, enquanto pais, cidadãos e responsáveis políticos, ter a maturidade suficiente para atingir aquela fase de questionação saudável que todos atravessamos, em que se reflete sobre a proibição, a sua prática e a sua utilidade?

A abordagem atual à canábis, como solução, tornou-se socialmente mais tóxica do que a substância que quis proibir.

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Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.