Premium Grande angular europeia 

O rumo indefinido do Brexit, os efeitos das eleições europeias na política alemã, francesa, italiana e espanhola, a dificuldade em erguer uma Comissão coesa e forte para a próxima década, o ano eleitoral na Ucrânia, a passada russa, a tensão comercial entre Washington e Pequim, as mudanças no BCE. No meio disto, Portugal vai a votos. Mas já perdeu, se achar que é numa bolha que vive.


Entrámos na semana decisiva do Brexit, finalmente a votos nos Comuns no dia 15, mas não é na avaliação do processo que quero centrar esta análise, é no seu enquadramento mais lato. Ou, se quisermos, mais continental. Nem o caos processual do Brexit deve ser visto apenas do ponto de vista do calvário britânico, nem a erosão da qualidade na oferta partidária é um exclusivo dos partidos conservador e trabalhista, nem a gestão comunitária, coesa até agora, pode olhar para esta reta final do Brexit como um assunto bilateral com Londres. Não é. Nem nunca foi. Sem tirarmos a grande angular ao momento europeu, vamos olhar com surpresa para os resultados das europeias de maio, sem termos conseguido evitar esse desenlace. Qual? Um terço do Parlamento Europeu nas mãos de nacionalistas. Vai ser esse o momento-chave para a próxima década europeia e é aqui que o Brexit encaixa: não como um dilema isolado, antes parte de uma inquietação maior.

O poder costuma cair no colo dos populistas quando os desvalorizamos ou nos desleixamos. Não cometamos nenhum destes erros.

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Espanha

Bolas de aço, berlindes, fisgas e ácido. Jovens lançaram o caos na Catalunha

Eram jovens, alguns quase adultos, outros mais adolescentes, deixaram a Catalunha em estado de sítio. Segundo a polícia, atuaram organizadamente e estavam bem treinados. José Manuel Anes, especialista português em segurança e criminalidade, acredita que pertenciam aos grupos anarquistas que têm como causa "a destruição e o caos" e não a luta independentista.