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Cova da Moura

Violência e racismo na PSP. Julgamento de 17 polícias entra na fase final

As alegações finais estão marcadas para esta terça-feira: Advogados e Ministério Público vão esgrimir ​​​​​​​os derradeiros argumentos para tentar convencer o coletivo de juízes da sua versão dos acontecimentos.

Naquele início de tarde de cinco de fevereiro de 2015 em que desceram a rua da Cova da Moura em direção à esquadra da PSP, em Alfragide, Flávio, Celso, Paulo, Miguel, António e Fernando não saberiam o alcance e o efeito que aquela decisão iria produzir. Iam procurar Bruno, seu amigo e conhecido que tinha sido detido no bairro há poucos minutos, vítima de alegadas agressões por parte dos agentes - nada de novo no dia-a-dia daquela comunidade.

Uns mais do que outros carregavam consigo histórias de violência policial contra jovens do bairro, às quais foi dando voz a Associação Cultural Moinho da Juventude (a que pertenciam Celso e Flávio) e entidades internacionais, desde as Nações Unidas à Amnistia Internacional. Uns mais do que outros assumiam-nas como a normalidade, uns mais do que outros tinham sede de justiça.

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Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

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Adriano Moreira

A crise política da União Europeia

A Guerra de 1914 surgiu numa data em que a Europa era considerada como a "Europa dominadora", e os povos europeus enfrentaram-se animados por um fervor patriótico que a informação orientava para uma intervenção de curto prazo. Quando o armistício foi assinado, em 11 de novembro de 1918, a guerra tinha provocado mais de dez milhões de mortos, um número pesado de mutilados e doentes, a destruição de meios de combate ruinosos em terra, mar e ar, avaliando-se as despesas militares em 961 mil milhões de francos-ouro, sendo impossível avaliar as destruições causadas nos territórios envolvidos.