Premium "Destruição do regime de Maduro é irreversível, mas não necessariamente iminente"

Entrevista ao historiador venezuelano Ysrrael Camero, diretor de Investigação e Desenvolvimento na Assembleia Nacional da Venezuela e membro do partido Um Novo Tempo.

Ysrrael Camero deixou há seis meses a Venezuela, vendo como à sua volta o cerco se apertava. O historiador e diretor de Investigação e Desenvolvimento na Assembleia Nacional da Venezuela, do partido Um Novo Tempo, foi um dos convidados da conferência "Portugal e Venezuela - Testemunhos e Respostas", organizado pelo IDL - Instituto Amaro da Costa, em Lisboa.

Ao DN falou da "capacidade de aglutinação" do presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, do dilema que esta semana vão enfrentar as Forças Armadas - deixar ou não entrar a ajuda humanitária que está na fronteira - e do pagamento das dívidas que o presidente Nicolás Maduro contraiu nos últimos anos com Rússia e China. Sobre Maduro poder ser candidato às eleições que a oposição quer que sejam organizadas, diz que isso seria um "suicídio" do chavismo.

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Pedro Lains

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Tem custado ao Banco de Portugal adaptar-se ao quadro institucional decorrente da criação do euro. A melhor prova disso é a fraca capacidade de intervir no ordenamento do sistema bancário nacional. As necessárias decisões acontecem quase sempre tarde, de forma pouco consistente e com escasso escrutínio público. Como se pode alterar esta situação, dentro dos limites impostos pelas regras da zona euro, em que os bancos centrais nacionais respondem sobretudo ao BCE? A resposta é difícil, mas ajuda compreender e reconhecer melhor o problema.