Premium Uma certa ideia do passado

Quase todos guardamos algumas ideias românticas sobre os lugares que habitámos, bairros, aldeias, cidades ou países. Recordamo-nos de amigos que deixámos de ver, namorados ou namoradas, noites de excesso, disparates vários, epifanias e alguns segredos guardados. Lembramo-nos de sermos nós sendo outros, mais ingénuos talvez, temerários, sem os medos, as feridas e as cautelas que entretanto acumulámos. As nossas vidas são palimpsestos, histórias que se raspam do pergaminho para que outras se possam ir escrevendo.

Sempre que regresso à Figueira da Foz da minha infância e juventude dou por mim à procura do passado num presente cada vez mais estranho - lojas que abrem e fecham, ruas que mudaram de sentido, árvores abatidas, praias que o mar levou. Os rostos também se vão alterando, ganhando rugas e perdendo cabelo, as maquilhagens confundindo as feições, os óculos disfarçando os olhares. Só as vozes e os sorrisos me apaziguam a memória, a geografia mudou, mas mantêm-se os caminhos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Daniel Deusdado

Estou a torcer por Rio apesar do teimoso Rui

Meu Deus, eu, de esquerda, e só me faltava esta: sofrer pelo PSD... É um problema que se agrava. Antigamente confrontava-me com a fria ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, e agora vejo a clarividente e humana comentadora Manuela Ferreira Leite... Pacheco Pereira, um herói na cruzada anti-Sócrates, a voz mais clarividente sobre a tragédia da troika passista... tornou-se uma bússola! Quanto não desejei que Rangel tivesse ganho a Passos naquele congresso trágico para o país?!... Pudesse eu escolher para líder a seguir a Rio, apostava tudo em Moreira da Silva ou José Eduardo Martins... O PSD tomou conta dos meus pesadelos! Precisarei de ajuda...?

Premium

arménios na síria

Tempo de fugir de casa para regressar à terra

Em 1915, no Império Otomano, tiveram início os acontecimentos que ficariam conhecidos como o genocídio arménio. Ainda hoje as duas nações continuam de costas voltadas, em grande parte porque a Turquia não reconhece que tenha havido uma matança sistemática. Muitas famílias procuraram então refúgio na Síria. Agora, devido à guerra civil que começou em 2011, os netos daqueles que fugiram voltam a deixar tudo para trás.