Premium Do Restelo ao Jamor. O Belenenses partiu-se em dois a um ano do centenário

De um lado uma nova equipa do clube, que vai começar nos distritais. Do outro a da SAD na I Liga. O conflito que durava há anos rebentou definitivamente neste verão e vai provocar uma divisão entre sócios e adeptos.

O conflito era antigo e rebentou definitivamente em julho: o Belenenses, o quarto clube no campeonato dos campeonatos, 2146 jogos disputados na I Liga, um título nacional ganho em 1946 e por onde passaram jogadores históricos como Matateu, Pepe, Vicente Lucas e Artur Quaresma, partiu-se em dois. Literalmente. De um lado o Belenenses clube, presidido por Patrick Morais de Carvalho, que terá neste ano uma nova equipa de futebol que vai começar a jogar na I Divisão Distrital de Lisboa; do outro o Belenenses SAD, cujo presidente é Rui Pedro Soares e que vai disputar a I Liga. Tudo isto, curiosamente, a um ano de comemorar cem de existência.

A nova equipa vai treinar e jogar no Estádio do Restelo, a casa do clube desde 1956, com vista para o Tejo e para o Cristo Rei, e tem estreia marcada para 30 de setembro (antes, a 16 ou 23, vai realizar um jogo a contar para a Taça da Associação de Lisboa). Está a ser construída de raiz, com jovens da formação e outros contratados a clubes do mesmo escalão. O treinador é Nuno Oliveira, 31 anos, que chega de uma experiência na formação do Al Wahda, nos Emirados Árabes Unidos. O diretor desportivo é Taira, ex-jogador. O objetivo é chegar à I Liga em cinco anos. O clube vai continuar com os escalões de formação no futebol e a gerir as diferentes modalidades, casos do andebol, futsal, basquetebol, atletismo, voleibol, râguebi, entre outras.

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