Premium Como ficam as eleições europeias após novo adiamento do Brexit?

Com nova extensão do artigo 50.º, britânicos deverão participar nas eleições europeias de maio. Ao caos do Brexit segue-se, dentro de momentos, o caos da votação para o novo Parlamento Europeu.

Após quase sete horas de conversações, com o presidente francês, Emmanuel Macron, a ir contra grande parte dos restantes líderes que estavam dispostos a aceitar uma extensão longa do artigo 50.º, a União Europeia decidiu dar ao Reino Unido a possibilidade de adiar a sua saída da UE até 31 de outubro - com uma avaliação a meio do caminho, ou seja, fim de junho. Assim, se não aprovar um qualquer acordo sobre o Brexit até às eleições europeias de 23 e 26 de maio, o Reino Unido terá de participar nas mesmas tal como os restantes Estados membros da União Europeia.

Que avisos deixaram os líderes europeus ao Reino Unido?
Antes de ser conhecida a decisão do Conselho Europeu, já durante a madrugada desta quinta-feira, o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, deixou uma aviso muito claro aos britânicos. O Parlamento Europeu "não será ridicularizado" e as eleições "não são um jogo".

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EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.