Premium Contra a fome e o frio na Europa

O DN de 11 de setembro de 1947 dava conta da preocupação dos Estados Unidos em ajudar uma Europa Ocidental que tardava a recuperar da Segunda Guerra Mundial, terminada dois anos antes.

A situação era tão grave que o departamento de Estado americano dizia estudar "urgentemente uma forma de auxílio de emergência para enfrentar a ameaça imediata da fome e do frio na Europa". Citando em Washington o secretário de Estado George Marshall, figura destacada da Administração presidida por Harry Truman, o DN dava conta das medidas prestes a adotar pelos Estados Unidos para apoiarem a recuperação económica dos aliados europeus, como a Grã-Bretanha e a França, mas também da Alemanha Ocidental, que depois da derrota nazi tinha entrado na esfera de influência americana.

O plano de ajuda, que ficou conhecido como Plano Marshall, começou por apoio financeiro que permitiu aos europeus comprar de início sementes, fertilizantes e rações e numa segunda fase maquinaria. Não só a economia europeia beneficiou, como também a americana, que servia de fornecedora. Por ordem de Estaline, a União Soviética e os países do novo bloco comunista recusaram a iniciativa americana. Portugal recebeu algum apoio, mas menos de metade, por exemplo, da Grécia.

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Nuno Artur Silva

Notícias da frente da guerra

Passaram cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Foi a data do Armistício assinado entre os Aliados e o Império Alemão e do cessar-fogo na Frente Ocidental. As hostilidades continuaram ainda em outras regiões. Duas décadas depois, começava a Segunda Guerra Mundial, "um conflito militar global (...) Marcado por um número significativo de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 e mais de 70 milhões de mortes" (Wikipédia).