Portugal é dos países que menos retira crianças às famílias biológicas.
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Crianças e jovens em perigo: Que Futuro?

Portugal é dos países que retiram menos crianças e mais tardiamente às famílias biológicas

Vânia Pinto, psicóloga portuguesa a terminar doutoramento em Oxford sobre o acolhimento familiar, compara sistema nacional com o inglês e destaca que o nosso se preocupa com os afetos, mas que deveria ser mais profissional.

Toda a criança tem direitos, toda a criança merece viver bem e feliz, mas umas são mais crianças do que outras. Há crianças a quem é negado o direito fundamental de ser criança, o direito de viver com afeto, segurança e em família, como define a Convenção dos Direitos da Criança de 20 de novembro de 1989. Para estas nem sempre há receitas felizes, as respostas variam de país para país, e consoante o que cada sistema de proteção considera prioritário.

O sistema português é diferente do inglês, do holandês, do norueguês, etc. A psicóloga Vânia Pinto diz que assenta muito nos afetos, enquanto em outros são mais profissionalizantes. Uns e outros seriam perfeitos se se encontrassem no meio-termo. A grande diferença de Portugal é que é um dos países que menos retiram crianças às famílias biológicas e que pouca ou nenhuma resposta ainda temos para o acolhimento familiar. "O sistema português privilegia intervenções que mantenham a criança com a família biológica. Porém, quando se dá a retirada, e nos raros casos em que a criança é colocada em acolhimento familiar, a medida assenta nos afetos", refere.

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