Premium Três generais e um astronauta no governo de Bolsonaro

Agricultura e Meio Ambiente juntos numa pasta liderada por um ruralista, fã de Trump nos Negócios Estrangeiros e outros ministeriáveis revelados. Programa vem sendo redigido na subcave de um hotel por grupo de oficiais.

Embalado pelo favoritismo na corrida presidencial brasileira, Jair Bolsonaro já vai compondo o seu ministério no caso de no dia 28 ser, de facto, mais votado do que o concorrente Fernando Haddad, do PT. O candidato de extrema-direita do PSL terá, no mínimo, dois generais no governo. E um astronauta. A equipa, promete, não terá mais de 15 ministros, mais ou menos metade dos de Michel Temer, o presidente cessante.

Augusto Heleno, o general na reserva, ex-chefe da missão brasileira no Haiti, apoiante de Bolsonaro desde a primeira hora e que quase foi confirmado como candidato a vice-presidente antes da opção pelo general Hamilton Mourão, estará, como anunciado há meses, no Ministério da Defesa. A intimidade do presidenciável com o general é tanta que na entrevista à Rede Globo no dia seguinte às eleições, Bolsonaro confundiu o nome do seu vice com o de Heleno - chamou-lhe "vice Augusto Mourão" para só depois corrigir para "vice Hamilton Mourão".

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