iMaginação

Não devia ter mais de 5 ou 6 anos, vi-o da janela das traseiras, que dá para um logradouro partilhado por muitos prédios. O miúdo estava sentado no chão e brincava com um bonequinho enquanto a avó estendia a roupa e passava a ferro. Fui espreitando de tempos a tempos e vi o boneco a voar, a contar histórias e até a olhar para mim, como se perguntasse a quem pergunta.

Não sei que enredos passaram pela cabeça do garoto, provavelmente aventuras com super-heróis ou lutas épicas contra monstros, ouvi-o fazer vozes diferentes, ora graves ora agudas, assisti aos gestos e aos espantos. Quantas personagens para um único boneco? Quantas ideias na cabeça daquela criança? Não o vi mexer em iPhones ou iPads, talvez não os tenha ou a avó os esconda, talvez o menino vá buscar à nuvem da infância todos os jogos de que precisa.

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Anselmo Borges

Francisco ​​​​​​​em Pequim?

1. A perseguição aos cristãos foi particularmente feroz durante a Revolução Cultural no tempo de Mao. Mas a situação está a mudar de modo rápido e surpreendente. Desde 1976, com a morte de Mao, as igrejas começaram a reabrir e há quem pense que a China poderá tornar-se mais rapidamente do que se julgava não só a primeira potência económica mundial mas também o país com maior número de cristãos. "Segundo os meus cálculos, a China está destinada a tornar-se muito rapidamente o maior país cristão do mundo", disse Fenggang Yang, professor na Universidade de Purdue (Indiana, Estados Unidos) e autor do livro Religion in China. Survival and Revival under Communist Rule (Religião na China. Sobrevivência e Renascimento sob o Regime Comunista). Isso "vai acontecer em menos de uma geração. Não há muitas pessoas preparadas para esta mudança assombrosa".