Premium Estado Islâmico à beira do fim numa Síria cada vez mais sob controlo de Assad

A guerra civil que começou há oito anos pode não estar oficialmente ganha, mas a ameaça ao regime é muito menor.

Oito anos depois do início da guerra que matou mais de 360 mil pessoas e obrigou milhões a fugir das suas casas, o regime de Bashar al-Assad controla quase dois terços da Síria. A guerra não está oficialmente ganha, mas a ameaça ao regime é muito menor - a situação está estática em relação aos rebeldes que controlam a região de Idlib, os curdos no nordeste do país procuram o apoio de Damasco (diante da partida iminente dos seus aliados norte-americanos e a ameaça turca), e o Estado Islâmico está à beira da derrota em Baghouz.

Assad, que em 2000 sucedeu ao pai Hafez que tinha estado quase 30 anos à frente dos destinos do país, já enfrentava problemas devido ao desemprego elevado, à corrupção e à falta de liberdade política quando a Primavera Árabe irrompeu na região em 2011. Foi o rastilho para, a 6 de março de 2011, começarem em Deraa as primeiras manifestações a favor da democracia. A repressão dos manifestantes incendiou ainda mais a situação, com os sírios a sair à rua para pedir a demissão do presidente. O "dia de raiva", a 15 de março, marca oficialmente o início da guerra.

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