Premium Estado Islâmico à beira do fim numa Síria cada vez mais sob controlo de Assad

A guerra civil que começou há oito anos pode não estar oficialmente ganha, mas a ameaça ao regime é muito menor.

Oito anos depois do início da guerra que matou mais de 360 mil pessoas e obrigou milhões a fugir das suas casas, o regime de Bashar al-Assad controla quase dois terços da Síria. A guerra não está oficialmente ganha, mas a ameaça ao regime é muito menor - a situação está estática em relação aos rebeldes que controlam a região de Idlib, os curdos no nordeste do país procuram o apoio de Damasco (diante da partida iminente dos seus aliados norte-americanos e a ameaça turca), e o Estado Islâmico está à beira da derrota em Baghouz.

Assad, que em 2000 sucedeu ao pai Hafez que tinha estado quase 30 anos à frente dos destinos do país, já enfrentava problemas devido ao desemprego elevado, à corrupção e à falta de liberdade política quando a Primavera Árabe irrompeu na região em 2011. Foi o rastilho para, a 6 de março de 2011, começarem em Deraa as primeiras manifestações a favor da democracia. A repressão dos manifestantes incendiou ainda mais a situação, com os sírios a sair à rua para pedir a demissão do presidente. O "dia de raiva", a 15 de março, marca oficialmente o início da guerra.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

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Adriano Moreira

A crise política da União Europeia

A Guerra de 1914 surgiu numa data em que a Europa era considerada como a "Europa dominadora", e os povos europeus enfrentaram-se animados por um fervor patriótico que a informação orientava para uma intervenção de curto prazo. Quando o armistício foi assinado, em 11 de novembro de 1918, a guerra tinha provocado mais de dez milhões de mortos, um número pesado de mutilados e doentes, a destruição de meios de combate ruinosos em terra, mar e ar, avaliando-se as despesas militares em 961 mil milhões de francos-ouro, sendo impossível avaliar as destruições causadas nos territórios envolvidos.