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Crianças e jovens em perigo

"A minha família é esta com quem vivo"

Crianças e jovens em perigo. Filhos de famílias com vidas marcadas por dependências, abandono e negligência estão a construir um caminho novo. Aprendem a ser independentes para serem lançados para o mundo real. Mas a habitação é um problema.

Quem é a tua família? "A minha família é esta com quem vivo", responde Catarina. Partilha casa com a Vanessa, a Núria e a Beatriz. Estão num apartamento de autonomia da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), destinado a quem já tem maturidade e vai deixar a instituição. No coração está ainda gravada a "família amiga". A biológica ficou lá atrás, aos 7 anos, quando foi viver para um centro de acolhimento, e ainda hoje, aos 23, não consegue perceber as razões. "Acho que não foi possível viver com a minha mãe, mas não tenho a certeza." O pai morreu tinha ela 8 anos.

É a segunda mais velha de seis filhos, os irmãos vivem em Inglaterra, com a mãe. Sem compreender o que lhe estava a acontecer, Catarina foi para um centro da SCML gerido por freiras. Aos 16 mudou-se para uma casa de pré-autonomia, para se preparar para o apartamento de autonomia (AA), para onde foi em janeiro.

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Leonídio Paulo Ferreira

Nuclear: quem tem, quem deixou de ter e quem quer

Guerrilha comunista na Grécia, bloqueio soviético de Berlim Ocidental ou Guerra da Coreia são alguns dos acontecimentos possíveis para datar o início da Guerra Fria, que alguns até fazem remontar à partilha da Europa em esferas de influência por Churchill e Estaline ainda o nazismo não tinha sido derrotado. Mas talvez 29 de agosto de 1949, faz agora 70 anos, seja a melhor opção, afinal nesse dia a União Soviética fez explodir a sua primeira bomba atómica e o monopólio da arma pelos Estados Unidos desapareceu. Sim, foi o teste em Semipalatinsk que estabeleceu o tal equilíbrio do terror, primeiro atómico e depois nuclear, que obrigou as duas superpotências a desistirem de uma Guerra Quente.