DN+ Renova-se a Tríplice Aliança e abre o elevador do Carmo

11 de julho de 1902 foi um dia importante, com importantes notícias de dentro e lá de fora na edição diário do DN. Enquanto Alemanha, Áustria e Itália renovavam o acordo comercial, em Lisboa inaugurava-se um marco da cidade.

"Renova-se mais uma vez o pacto de aliança entre a Alemanha, a Áustria e a Itália. A tríplice, por conseguinte, persiste e o Dr. Bülow prossegue na política do chanceler de ferro." Referia-se o Diário de Notícias quando assim escrevia, neste dia de 1902, a Bernhard von Bülow, nobre e político alemão que ocupou o cargo de chanceler daquele império entre outubro de 1900 e julho de 1909. O governante renovava assim o acordo com o Império Austro-Húngaro e o Reino de Itália, que formava um grande bloco de países aliados no centro da Europa e isolava França - exceto no caso específico de um ataque vindo do Reino Unido.

Enquanto lá fora se anunciava esse acordo que vinha de 1882, por cá era outro o acontecimento que prendia as atenções dos lisboetas. "Foi dia festivo para os moradores das imediações da Rua de Santa Justa e para os curiosos, que os há sempre em barda, e que em França são conhecidos por badauds."

O Elevador de Santa Justa ao Carmo fazia então grande sensação na cidade, com o jornalista a relatar a grande afluência de pessoas para ver tal obra e todo o dia fazendo cansar o ascensor. "Desde aquela hora estiveram as elegantes e espaçosas cabinas em constante movimento para conduzirem os convidados à plataforma que põe a torre em comunicação com o Largo do Carmo e dentro em pouco muitas pessoas passeavam sobre a ponte que atravessa a Rua do Carmo e donde se desfruta o magnífico panorama da cidade", descrevia-se neste jornal.

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Os floristas da Rua da Alegria, no Porto, receberam uma encomenda de cravos vermelhos para o dia seguinte e não havia cravos vermelhos. Pediram para que lhes enviassem alguns do Montijo, onde havia 20, de maneira a estarem no Porto no dia 18 de julho. Assim foi, chegaram no dia marcado. A pessoa que os encomendou foi buscá-los pela manhã. Ela queria-os todos soltos, para que pudessem, assim livres, passar de mão em mão. Quando foi buscar os cravos, os floristas da Rua da Alegria perguntaram-lhe algo parecido com isto: "Desculpe a pergunta, estes cravos são para o funeral do Dr. João Semedo?" A mulher anuiu. Os floristas da Rua da Alegria não aceitaram um cêntimo pelos cravos, os últimos que encontraram, e que tinham mandado vir no dia anterior do Montijo. Nem pensar. Os cravos eram para o Dr. João Semedo e eles queriam oferecê-los, não havia discussão possível. Os cravos que alguns e algumas de nós levámos na mão eram a prenda dos floristas da Rua da Alegria.

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