Premium Gigantes Facebook e Volkswagen são os novos alvos da Deco

A Deco faz amanhã 45 anos, nasceu dois meses e meio antes do 25 de Abril. Liberdade numa sociedade de consumo cada vez mais sofisticada. Tem de responder com profissionalismo, sobretudo para lutar contra gigantes como o Facebook e a Volkswagen, os próximos alvos.

A Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores nasceu na ditadura e num país em que faltava tudo para defender os direitos do consumidor. Hoje, Portugal é pioneiro e uma das lutas da associação é conseguir que a legislação comunitária não elimine direitos adquiridos pelos portugueses. São 45 anos de batalhas que resultaram em muitas vitórias, muitas das quais já não nos recordamos.

O Facebook e a Volkswagen levaram processos da DECO, o primeiro por não proteger os dados pessoais dos utilizadores; a segunda por mentir no que diz respeito às emissões produzidas pelos seus veículos. A associação processou-os com a mesma garantia de que os consumidores estão a ser lesados. Certezas que levaram a ganhar processos contra a Apple e a Telecom. Também a conseguir a devolução das cauções dos serviços públicos essenciais, acabar com a imposição de prazos de fidelização nas telecomunicações e a impedir a cobrança de taxas nos pagamentos com multibanco.

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Ferreira Fernandes

A Europa, da gasolina lusa ao palhaço ucraniano

Estamos assim, perdidos algures entre as urnas eleitorais e o comando da televisão. As urnas estão mortas e o nosso comando não é nenhum. Mas, ao menos, em advogado de Maserati que conduz sindicalistas podíamos não ver matéria de gente rija como cornos. Matéria perigosa, sim. Em Portugal como mais a leste. Segue o relato longínquo para vermos perto.Ontem, defrontaram-se os dois candidatos a presidir a Ucrânia. Não é assunto irrelevante apesar de vivermos no outro extremo da Europa. Afinal, num canto ainda mais a leste daquele país há uma guerra civil meio instigada pelos russos - e hoje sabemos, como não sabíamos ainda há pouco, que as guerras de anteontem podem voltar.

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Marisa Matias

Greta Thunberg

A Antonia estava em Estrasburgo e aproveitou para vir ao Parlamento assistir ao discurso da Greta Thunberg, que para ela é uma heroína. A menina de 7 ou 8 anos emocionou-se quando a Greta se emocionou e não descolou os olhos enquanto ela falava. Quando, no final do discurso, se passou à ronda dos grupos parlamentares, a Antonia perguntou se podia sair. Disse que tinha entendido tudo o que a Greta tinha dito, mas que lhe custava estar ali porque não percebia nada do que diziam as pessoas que estavam agora a falar. Poucos minutos antes de a Antonia ter pedido para sair, eu tinha comentado com a minha colega Jude, com quem a Antonia estava, que me envergonhava a forma como os grupos parlamentares estavam a dirigir-se a Greta.