Premium Marta Soares, o incendiário

Há um ano, por esta altura, o país ainda chorava a morte de mais de cem pessoas nos incêndios de 2017. Há um ano, por esta altura, Presidente da República, primeiro-ministro, ministros e líderes da oposição caminhavam para o interior de um país que não tinha sido apenas consumido pelas chamas, tinha sido consumido pelo desespero. Afinal, por ali, quem esperou não desesperou. Quem esperou morreu da espera.

Prometeu-se muita coisa àquela gente e ao país inteiro que assistiu chocado às insuficiências de um Estado fraco e incapaz. Prometeram-se casas, subsídios, donativos, apoio moral e psicológico. Mas prometeu-se, sobretudo, memória e respeito pelas vítimas - as que morreram e as que ainda vivem.

Ler mais

Exclusivos