Aconteceu em 2002 - Bin Laden reivindica os atentados do 11 de Setembro

Um ano depois do 11 de Setembro, o líder da organização terrorista Al-Qaeda reivindicava abertamente os ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA, que fizeram quase três mil mortos e mudaram o mundo.

Um ano depois dos atentados do 11 de Setembro (de 2001, já lá vão 18 anos), a manchete do DN de 10 de setembro de 2002 anunciava que Bin Laden reivindicava os atentados que tinham mudado o mundo e tinha feito 2996 mortos, incluindo os 19 sequestradores, que desviaram aviões e os fizeram despenhar-se.

"Ben Laden", como na altura o jornal grafava o nome do líder da organização terrorista Al-Qaeda, "reivindicou abertamente os atentados do 11 de Setembro nos EUA, numa gravação sonora divulgada ontem [dia 9] pela televisão árabe Al-Jazeera".

Segundo a chamada da primeira página do DN, "foi a primeira vez que Bin Laden reivindicou explicitamente os atentados do 11 de Setembro, aproveitando para referir os nomes de alguns dos autores do ataque terrorista".

Antecipando uma edição especial, com uma revista sobre "tudo o que mudou desde há um ano", o jornal referia que tinham sido "divulgados novos dados sobre a capacidade bélica iraquiana, sucedendo-se os contactos entre Bush e vários dirigentes europeus".

Estava em marcha a narrativa do presidente americano de então, George W. Bush, para ensaiar a invasão do Iraque, que começaria a 20 de março de 2003, depois da Cimeira dos Açores, onde o primeiro-ministro português à época, Durão Barroso, foi o anfitrião do encontro em que Bush, o primeiro-ministro inglês, Tony Blair, e o presidente do governo espanhol, José Maria Aznar, decidiram que se avançasse para a guerra com base no que veio a provar-se ser um embuste: as armas de destruição maciça que o Iraque teria.

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